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Filme Coraline e a Teoria de Melanie Klein

  • Foto do escritor: vicclimasousa
    vicclimasousa
  • 19 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

O filme Coraline está completando 15 anos em 2024 e com isso foi as telonas para os fãs terem essa experiência em 3D, como particularmente gosto do filme fui prestigia-lo, confesso que foi inevitável não fazer algumas ligações com teorias psicanalíticas.

No filme Coraline, a jovem protagonista encontra uma versão alternativa e aparentemente ideal de sua realidade, onde uma "Outra Mãe" a recebe com afeto e mimos.

No entanto, essa figura materna rapidamente se revela ameaçadora, refletindo uma dualidade que ecoa a teoria de Melanie Klein sobre o "seio bom e o seio mal".


Teoria do "Seio Bom e Seio Mal"


Melanie Klein, uma psicanalista que contribuiu significativamente para a teoria psicanalítica infantil, desenvolveu a ideia de que o bebê inicialmente percebe o seio materno de duas maneiras distintas: o "seio bom", que satisfaz suas necessidades e traz prazer, e o "seio mal", que frustra e provoca angústia.

Essa dicotomia é uma das primeiras formas de o bebê organizar suas experiências internas, projetando suas ansiedades e sentimentos ambivalentes em objetos externos.


Conexão com Coraline


  • Outra Mãe como o "Seio Bom" e o "Seio Mal": No início, a "Outra Mãe" pode ser vista como uma representação do "seio bom", pois oferece a Coraline tudo o que ela deseja, sem restrições. No entanto, essa mesma figura se transforma no "seio mal" quando suas verdadeiras intenções são reveladas, mostrando que o aparente carinho era uma forma de manipulação.

  • Ambivalência Materna: Assim como o bebê kleiniano lida com sentimentos ambivalentes em relação à mãe, Coraline também enfrenta a complexidade de amar e temer a "Outra Mãe". Esse conflito espelha o desenvolvimento emocional descrito por Klein, onde a criança precisa integrar as partes boas e más da mãe (e de outras figuras) em uma visão mais unificada e realista.

  • Crescimento e Integração: Ao longo do filme, Coraline aprende a distinguir a falsa promessa do "seio bom" absoluto oferecido pela "Outra Mãe" e a aceitar a imperfeição do mundo real. Esse processo reflete o que Klein descreve como um movimento em direção à posição depressiva, onde a criança começa a integrar as experiências boas e más, aceitando a complexidade das relações humanas.


Conclusão


Ao explorar Coraline através da lente da teoria de Melanie Klein, o filme pode ser entendido não apenas como uma narrativa de fantasia e horror, mas também como uma alegoria sobre o desenvolvimento emocional e a integração das experiências ambivalentes da infância.

Essa análise pode oferecer aos leitores do blog uma nova perspectiva sobre como as teorias psicanalíticas podem ser aplicadas à cultura popular, enriquecendo tanto a compreensão do filme quanto da psicologia.


 
 
 

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