Ansiedade, Medo e Agitação: Entendendo as Diferenças Sob a Perspectiva da Psicologia e Psicanálise
- vicclimasousa
- 14 de nov. de 2024
- 3 min de leitura
A ansiedade, o medo e a agitação são experiências comuns que, apesar de muitas vezes confundidas, possuem origens e manifestações diferentes.
Sob a ótica da psicologia e da psicanálise, entender essas diferenças pode ajudar a identificar cada uma dessas emoções e saber como lidar com elas de maneira mais eficaz.
Neste artigo, exploraremos as definições e particularidades de cada uma dessas condições e as estratégias possíveis para enfrentá-las.
1. Medo: Uma Reação a Ameaças Reais
O medo é uma emoção básica e instintiva, surgindo como uma resposta imediata a uma ameaça percebida. Do ponto de vista psicológico, ele é essencial para a sobrevivência, pois ativa o sistema de "luta ou fuga" (luta ou fuga) diante de um perigo iminente.
Exemplo: Ao avistar um animal selvagem, o medo prepara o corpo para reagir rapidamente, aumentando a frequência cardíaca e liberando adrenalina.
Na psicanálise, o medo é geralmente considerado uma resposta ao "perigo externo" e está ligado ao instinto de autopreservação. Freud abordou o medo como uma emoção associada ao reconhecimento de um perigo que é concreto e conhecido, diferentemente da ansiedade, que abordaremos a seguir.
2. Ansiedade: Um Estado de Alerta Diante de Ameaças Resumos
A ansiedade, por outro lado, é um estado psicológico mais prolongado e difuso, muitas vezes sem uma causa clara e imediata.
A psicologia descreve a ansiedade como uma preocupação excessiva com o futuro ou com o passado e as possibilidades abstratas.
Diferente do medo, ela não exige uma ameaça real, sendo desencadeada por pensamentos e preocupações com o que poderia acontecer.
Segundo a psicanálise, a ansiedade é um sentimento mais intrínseco e pode estar associada a conflitos internos.
A ansiedade pode ter raízes inconscientes, ligadas a experiências traumáticas ou a conflitos internos não resolvidos.
3. Agitação: Uma Manifestação Física e Psicológica
A agitação é um estado físico e psicológico de inquietação e excesso de energia, frequentemente associado à ansiedade, porém, como observamos no texto acima uma pessoa ansiosa não necessariamente vai ser uma pessoa agitada por estar mais atrelado ao medo de coisas que nem sempre são reais.
Na psicologia, ela pode ser vista como uma ocorrência ao estresse, um estado ansioso, muitos estímulos, onde uma pessoa tem dificuldade em relaxar.
A agitação pode incluir movimentos corporais excessivos, dificuldades para manter a atenção e impulsividade, dificuldade para dormir, pensamentos acelerados, etc.
De modo geral a agitação vai ser um sintoma que o corpo vai manifestar avisando que algo na rotina, de maneira física, psíquica ou emocional não caminha bem.
Como Lidar com Cada Estado
Entender se o que se sente é medo, ansiedade ou melhoria é o primeiro passo para adotar práticas de regulação emocional. Veja algumas dicas para lidar com cada uma dessas emoções:
Medo : Tente avaliar a realidade da ameaça e, caso ela não seja iminente, respire fundo e recorra a técnicas de relaxamento. No caso de medo real, seguir planos de ação (como em situações de risco) pode ajudar a reduzir a sensação de vulnerabilidade.
Ansiedade : Tentar avaliar a realidade do medo, se é do futuro ou do passado, observar o real e entendendo o que for real, então conseguir se dedicar para resolver, se não for real não tem porque se agarrar a ele. Em alguns casos, buscar ajuda da psicoterapia para entender a origem dos medos inconscientes lidar melhor com a incerteza.
Agitação : Atividades físicas regulares, como caminhadas, ioga ou exercícios de respiração, podem ajudar a dispersar o excesso de energia. Observar a rotina e diminuir os estímulos.
Conclusão
A ansiedade, o medo e a agitação, embora cada um se manifeste de maneira diferente podem facilmente se misturarem e parecer uma coisa só (ansiedade). O autoconhecimento e a compreensão dessas emoções através da psicologia e psicanálise permitem identificar o que se sente e, com isso, buscar estratégias de enfrentamento adequadas para promover maior bem-estar e equilíbrio.
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